O que vou fazer agora?

29/Jul/2020

O que vou fazer agora?

Quando começamos na vida profissional, ficamos muitas vezes pensando em descobrir em qual mercado ou serviço faz sentido a gente se envolver. Nosso grande medo é descobrir mais tarde que não conseguimos entregar valor suficiente ou que não somos bom o suficiente porque não aprendemos ou porque temos pouca experiência.

Muita insegurança.

Passamos a aprender de tudo o que possa gerar valor para os ambientes na qual nos envolvemos, seja faculdade ou trabalho, e logo encontramos “role models”, pessoas na qual buscamos nos inspirar para crescer e seguir os passos.

Entretanto, é questão de tempo para percebemos que isso não cria um diferencial significativo, estaremos sempre atrás da pessoa que é referência, e, provavelmente, outros também estão seguindo o mesmo modelo e competindo com você nesse desafio de crescimento.

A primeira alternativa é encontrar mais “role models” e tentar fazer um mix dessas experiências para construir algo mais próximo ao que o nosso coração manda.

Até então seguimos as pessoas e não criamos o nosso próprio trajeto, ficamos sempre atrás mantendo a insegurança e a sensação de nunca conseguir atingir essas referências.

A próxima etapa passa a ser racionalmente olhar para o seu trajeto e extrapolar para onde está indo, é a hora de fazer uma pós-graduação ou uma especialização em outra área e testar novas praias.

Concluído estas etapas, você começa então a se perguntar: “é só isso?” O que a sociedade estava esperando de mim era apenas essas qualificações técnicas e experiências?

Naturalmente isso nos leva a olhar para dentro e procurar o que você está realmente procurando. Será que a resposta não está realmente lá fora? É a hora de introspecção e racionalização de tudo o que já fez na vida.

Aí começa as ambições… Pela primeira vez, você começa a se imaginar em papéis de “role model” de você mesmo. Começa a idealização de si próprio: novos projetos, pedir as contas da empresa, empreender numa cafeteria, etc.

Agora é a primeira vez que você se encontra e passa a escutar realmente seu coração. Só que com a infantilidade dos primeiros contatos com esta habilidade, um monte de devaneios desconexos surgem provocando experimentação sem nenhuma estrutura. É você tentando provar para você mesmo que consegue sozinho.

A fase final é a hora que você liga o seu coração com o coração das pessoas ao seu redor. É a busca de propósito coletiva com o encontro dos potenciais de cada um no desafio.

Aí chega a serendipidade. O coração começa a acalmar e passa a escutar o ambiente para perceber o que nos move e o que move as coisas ao redor.

Você pára de tentar empurrar todas as coisas e foca em tocar apenas aquilo que você vê ser necessário o seu envolvimento.

O mundo que parecia vazio de oportunidade se abre e as oportunidades aparecem a cada olhar do mundo. O ego já não está mais lá para idealizar as coisas.

Você começa a olhar tudo e todos como peças desconexas com pouca orientação. Surge, então, a sensação de que você precisa economizar a sua energia e descobrir as oportunidades na qual você consegue o melhor retorno.

É hora de se cercar de pessoas que acreditam no que você acredita, é hora de achar as pessoas que você escuta e que escutam o que você fala. É a hora da comunicação real e sincera como o instrumento de criar as conexões que transformarão o seu mundo e o mundo de quem está em volta de você.

  • Fábio Ferrari Fábio Ferrari